ACESSO RESTRITO
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) montou um grupo de trabalho para propor medidas que ampliem o controle sobre a venda dos chamados remédios de tarja vermelha, que exigem a apresentação da receita médica na hora da compra. A restrição nem sempre é respeitada nas farmácias e drogarias. Quando não há exigência de retenção da receita, como ocorre com os antibióticos há cerca de três anos, dificilmente os vendedores pedem a prescrição médica.O objetivo da agência reguladora é frear o consumo indiscriminado de remédios, que aumenta o risco de intoxicações. Especialistas são a favor de medidas mais rigorosas para o mercado de determinadas drogas, mas a discussão é complexa. Alguns medicamentos que atualmente têm a venda liberada, como anti-inflamatórios e anticoncepcionais, devem passar a exibir a tarja vermelha na embalagem.
No entanto, ampliar a lista para obrigar cada vez mais pacientes a mostrar a receita nas farmácias pode representar uma demanda por consultas médicas que o sistema público de saúde não estaria preparado para atender. O grupo de trabalho foi formado após a agência reguladora promover audiências públicas e debates sobre o assunto, no fim do ano passado, com representantes do governo, da indústria farmacêutica, do comércio varejista, da área de pesquisa em saúde e de organizações não governamentais.
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